Memórias

Hoje é dia de saudade.
Acordei e senti a ausência.
Nem lembrei que dia era hoje, só senti.
Mais tarde entendi.

É difícil conviver com a falta que o outro faz na nossa vida.
Entenda, é difícil, mas é possível.
Em dias como hoje, acesso todas as memórias que construímos e através dela sinto um afago no peito, vou desfazendo o nó da garganta e agradecendo pelo tempo e oportunidade que tive aqui.

Vou trazendo à memória a luz de um sorriso, a paz de um abraço, a segurança das palavras, o amor de um beijo, a alegria de uma ligação, a graça e sensação de cada nova canção.
Vou trazendo à memória a esperança da eternidade e o consolo que preciso para seguir.
Mais um dia.
Menos um dia.

A saudade é traiçoeira às vezes.
Hoje, por exemplo, ela veio com força e latente.
Pulsa dentro de mim como aquela dor de cabeça que incomoda de um lado só.

No fim, memórias não suprem.
Me permito sentir, faz parte do processo.
Volto mais forte, mais segura, mais consciente.

Aqui é só uma parte do todo.

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