Carta à uma desconhecida II

Não seja refém do seu passado, das circunstâncias, da sua história.

Não faça da sua vida uma busca constante por amor alheio, por padrão social, por desejos e sonhos que alimentaram por/para você.

Seja o seu primeiro amor, faça de você mesmo o motivo da sua felicidade, se ame por inteiro com sinceridade e sem buscar perfeição.

Porém, se atente ao equilíbrio. Auto-cuidado e amor próprio não devem desaguar em egoísmo.

Ninguém é perfeito. Não espere ser metade de alguém, tampouco aceite que alguém seja sua metade.

Seja inteiro e não aceite nada menos que alguém inteiro em troca.

Não faça dos seus dias uma espera sem fim por reconhecimento, afeto e companhia.

Seja ousada para viver independente de compromisso e relacionamentos.

Você tem tudo, absolutamente tudo o que precisa para viver feliz e sobreviver com com esperanças.

A vida não espera você se curar, se reerguer, se adaptar para acontecer, ela simplesmente acontece.

Os dias passam, e o tempo nem sempre trabalha a seu favor. Portanto, seja sensata e viva de modo a tornar o dom da vida digno: viva.

Olhe ao redor sempre.

As pessoas ao seu lado nem sempre são a fonte de sua frustração. Portanto, evite direcionar a elas seu mau humor ou suas decepções.

Seja gentil, educada e na medida do possível simpática, mesmo em dias difíceis.

Não abrace o sofrimento ou as dificuldades impostas pela vida como objeto de estimação.

Dias ruins passam.

A vida acontece.

Seja grata.

Lembre-se do que já disseram por aí: ” Confie que aquilo que está fora do nosso controle está no controle do maestro.”

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